V – Obsessão – Livro: Leis de Amor.

Digam o que quiserem, a Doutrina Espírita ainda é a melhor opção. Jwb.


V – Obsessão – Livro: Leis de Amor.


1 - Existe relação entre obsessão e correntes mentais?

- Quem se refere à obsessão há de reportar-se, necessariamente, às correntes mentais. O pensamento é a base de tudo.


2 - Todos temos desafetos do pretérito?

- Inegável que todos carreamos ainda, do pretérito ao presente, enorme carga de desafetos.


3 - Qual a nossa posição, depois de desencarnados, quando não somos integralmente bons, nem integralmente maus?

- Quando desencarnados, em condições relativamente felizes, guardadas as justas exceções, somos equiparados a devedores em refazimento, habilitando-nos, pelo trabalho e pelo estudo, ao prosseguimento do resgate dos compromissos de retaguarda.


4 - Onde somos defrontados com mais frequência pelos desafetos do passado, na Terra ou no Plano Espiritual?

- É compreensível que seja na esfera física que mais direta e frequentemente nos abordem aqueles mesmos Espíritos a quem ferimos ou com quem nos cumpliciamos na delinquência.


5 - Como poderíamos classificar aqueles que em outras existências nos foram inimigos ou de quem fomos adversários e que, no presente, desempenham, na base da profissão ou da família, o papel de nossos companheiros e de nossos parentes?

- São elas as testemunhas de nosso aperfeiçoamento, experimentando-nos as energias morais, quando não lhes suportamos o permanente convívio, por força das provas regenerativas que trazemos ao renascer. Acompanha-nos por instrumentos do progresso a que aspiramos, vigiam-nos as realizações e policiam-nos os impulsos.


6 - Quando estaremos realmente em paz com todos aqueles que ainda são para nós aversões naturais ou pessoas difíceis?

- Um dia, chegaremos a agradecer-lhes a colaboração, imitando o aluno que, incomodado na escola, se rejubila, mais tarde, por haver passado sob as atenções do professor exigente.


7 - Como se transformam os nossos adversários do passado?

- Nos processos da obsessão, urge reconhecer que os nossos opositores ou adversários se transformam para o bem, à medida que, de nossa parte, nos transformamos para melhor.


8 - As sessões de desobsessão têm valor? Em que condições?

- Toda recomendação verbal e todo entendimento pela palavra, através das sessões de desobsessão, se revestem de profundo valor, mas somente quando autenticados pelo nosso esforço de reabilitação íntima, sem a qual todas as frases enternecedoras passarão, infrutífera, qual música emocionante sobre a vasa do charco.


9 - Em que tempo e situação no podem atingir os fenômenos deprimentes da obsessão?

- Salientando-se que o pensamento é a alavanca de ligação, para o bem ou para o mal, é muito fácil perceber que os fenômenos deprimentes da obsessão podem atingir-nos, em qualquer condição e em qualquer tempo.


10 - É preciso que o obsediado observe a própria vida mental para contribuir para as próprias melhorias?

- Sim. As correntes mentais são tão evidentes quanto as correntes elétricas, expressando potenciais de energias para realizações que nos exprimem direção, propósito ou vontade, seja para o mal ou para o bem.


11 - Qual o papel do desejo, da palavra, da atividade e da ação no fenômeno obsessivo?

- Cada um de nós é acumulador por si, retendo as forças construtivas ou destrutivas que geramos. Desejo, palavra, atitude e ação representam eletroímãs, através dos quais atraímos forças iguais àquelas que exteriorizamos, no rumo dos semelhantes.


12 - Quais as consequências para quem se detém em qualquer aspecto do mal?

- Deter-nos, em qualquer aspecto do mal, é aumentar-lhe a influência, sobre nós e sobre os outros.


13 - Qual a relação entre as manifestações do sentimento aviltado e os desequilíbrios da personalidade?

-Todas as manifestações de sentimento aviltado quais sejam a calúnia e a maledicência, a cólera e o ciúme, a censura e o sarcasmo, a intemperança e a licenciosidade, estabelecem a comunicação espontânea com os poderes que os representa, nos círculos inferiores da natureza, criando distonias e enfermidades, em que se levantam fobias e fixações, desequilíbrios e psicoses, a evoluírem para a alienação mental declarada.


14 - O que nos acontece moralmente quando emitimos um pensamento?

- Emitindo um pensamento, colocamos um agente energético em circulação, no organismo da vida – agente esse que retornará fatalmente a nós, acrescido do bem ou do mal de que o revestimos.


15 - Qual a relação entre os nossos pontos vulneráveis e o retorno do mal que praticamos?

- Compreendendo-se que cada um de nós possui pontos vulneráveis, no estado evolutivo deficitário em que ainda nos encontramos, toda vez que o mal se nos associe a essa ou àquela ideia, teremos o mal de volta a nós mesmos, agravando-se doenças e fraquezas, obsessões e paixões.


16 - O que recebemos dos outros?

- Assimilamos dos outros o que damos de nós.


17 - Que imagens reflete o espelho da mente?

- A mente pode ser comparada a espelho vivo, que reflete as imagens que procura.


18 - Qual o nexo existente entre a obsessão e os interesses da criatura?

- A obsessão, em qualquer tipo pelo qual se expresse, está fundamentalmente vinculada aos processos mentais em que se baseiam os interesses da criatura.


19 - As companhias têm influência na obsessão?

- Assevera o Cristo: “Busca e acharás”.

- Encontraremos, sim, os companheiros que buscamos, seja para o bem ou para o mal.


20 - Qual a solução mais simples ao problema da obsessão?

- Consagremo-nos à construção do bem de todos; cada dia e cada hora, porquanto caminhar entre Espíritos nobres ou desequilibrados; sejam eles encarnados ou desencarnados, será sempre questão de escolha e sintonia.


Fonte:

Extraído do Livro: Leis de Amor. Ditado pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Ed. FEESP – 1963.


Leia Kardec - Estude as Obras da Codificação Espírita.


Mãe, estou aqui! Revista Espírita, janeiro de 1858.

Digam o que quiserem, a Doutrina Espírita ainda é a melhor opção. Jwb.

 

Evocações particulares – Mãe, estou aqui! Revista Espírita, janeiro de 1858.

A senhora X havia perdido, há alguns meses, sua filha única, de catorze anos de idade, objeto de toda a sua ternura, e muito digna de seus lamentos pelas qualidades que prometiam fazer, dela, uma mulher perfeita. Essa jovem pessoa havia sucumbido a uma longa e dolorosa doença. A mãe, inconsolável com essa perda, via, dia a dia, sua saúde alterar-se, e repetia, sem cessar, que iria logo juntar-se com sua filha. Instruída quanto à possibilidade de se comunicar com os seres de além-túmulo, a senhora X resolveu procurar, em uma conversa com a sua criança, um alívio para sua pena. Uma dama de seu conhecimento era médium, mas, pouco experimentadas, uma e outra, para semelhantes evocações, sobretudo, em uma circunstância tão solene, me convida para assistir. Não éramos senão três: A mãe, a médium e eu. Eis o resultado dessa primeira sessão.

A mãe. Em nome de Deus Todo-poderoso, Espírito de Julie X, minha filha querida, eu te peço vir se Deus o permite.

Julie. Mãe! Eu estou aqui.

A mãe. É mesmo tu, minha criança, quem me responde? Como posso saber que és tu?

Julie. Lili.

(Era um pequeno nome familiar dado à jovem, em sua infância; não era conhecido nem pelo médium nem por mim, já que, desde vários anos, não a chamava senão pelo seu nome de Julie. A esse sinal, a identidade era evidente; a mãe, não podendo dominar sua emoção, explode em soluços).

Julie. Mãe! Por que se afligir? Sou feliz; bem feliz; não sofro mais e te vejo sempre.

A mãe. Mas eu não te vejo. Onde estás?

Julie. Aí; ao lado de ti, minha mão sobre a senhora Y (a médium) para fazer com que escreva, o que te digo. Veja minha escrita. (A escrita era, com efeito, a da sua filha.)

A mãe. Tu dizes: minha mão; tens, pois, um corpo?

Julie. Não tenho mais esse corpo que me fazia sofrer; mas tenho dele a aparência. Não estás contente, que eu não sofra mais, uma vez que posso conversar contigo?

A mãe. Se eu te visse, pois, te reconheceria?

Julie. Sim, sem dúvida, e tu já me tens visto, frequentemente, em teus sonhos.

A mãe. Eu te revi, com efeito, em meus sonhos, mas, acreditei que era um efeito da minha imaginação, uma lembrança.

Julie. Não; sou eu que estou sempre contigo, e que procura te consolar; fui eu quem te inspirou a ideia de me evocar. Tenho muitas coisas a dizer-te. Desconfie do senhor F, ele não é franco.

(Esse senhor, só conhecido da mãe, e assim nomeado espontaneamente, era uma nova prova da identidade do Espírito que se manifestava.)

A mãe. Que pode, pois, fazer contra mim o senhor F?

Julie. Não posso dizer-te; isso me é proibido. Não posso mais que advertir-te para dele desconfiar.

A mãe. Estás entre os anjos!

Julie. Oh! não ainda; não sou bastante perfeita.

A mãe. Não te reconheço, no entanto, nenhum defeito; tu eras boa, doce, amorosa e benevolente para todo o mundo; será que isso não basta?

Julie. Para ti, mãe querida, eu não tinha nenhum defeito; eu acreditava nisso; tu me dizias, muito frequentemente! Mas, no presente, vejo o que me falta para ser perfeita.

A mãe. Como adquirires as qualidades que te faltam?

Julie. Em novas existências, que serão mais e mais felizes.

A mãe. Será na Terra que terás essas novas existências?

Julie. Disso não sei nada.

A mãe. Uma vez que não havias feito mal durante tua vida, porque tanto sofreste?

Julie. Prova! Prova! Eu a suportei com paciência, pela minha confiança em Deus; por isso, sou bem feliz hoje. Até breve, mãe querida!

Em presença de semelhantes fatos, quem ousaria falar do nada do túmulo, quando a vida futura se nos revela, por assim dizer, palpável? Essa mãe, minada pelo desgosto, goza, hoje, de uma felicidade inefável por poder conversar com sua criança; não há mais, entre elas, separação; suas almas se confundem e se expandem, no seio uma da outra, pela permuta dos seus pensamentos.

Malgrado o véu do qual cercamos essa relação, não nos permitiríamos publicá-la, se para isso não estivéssemos formalmente autorizados. Pudessem, disse-nos essa mãe, todos aqueles que perderam suas afeições na Terra, experimentar a minha mesma consolação!


Fonte:

Allan Kardec - Revista Espírita - Primeiro Ano – 1858

1993 Instituto de Difusão Espírita.

Evocações particulares - Mãe, estou aqui!

http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1858/01g-evocacoes-mae.html


Leia Kardec - Estude as Obras da Codificação Espírita.

V – Obsessão – Livro: Leis de Amor.

D igam o que quiserem, a Doutrina Espírita ainda é a melhor opção. Jwb. V – Obsessão – Livro: Leis de Amor. 1 - Existe relação entre ob...